O Aço da Devastação – The Steel of Devastation (English pdf)
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Está disponível para download a versão em inglês da pesquisa O Aço da Devastação, produzida pela Papel Social e publicada pelo Instituto Observatório Social. O documento chega na semana em que foi registrado o 6ª assassinato de liderança camponesa no sudeste do Pará. A onda de violência começou dia 24 de maio, com a morte de José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva. Até agora, em nenhum dos seis casos, houve prisões.
The Steel of Devastation foi produzido com o objetivo de disponibilizar o estudo para organizações internacionais de defesa dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente. E também para que as grandes siderúrgicas internacionais saibam que o ferro gusa que importam, para fabricar aço, é produzido de forma predatória, com o uso de mão de obra escrava.
Grandes siderúrgicas sediadas nos Estados Unidos são responsáveis pelo financiamento da produção do ferro gusa da devastação ambiental e do trabalho escravo. Quase toda a produção é comprada por empresas como Thyssenkrupp, Nucor Corporation, National Material Trading (NMT), Whirlpool Corp e Gerdau.
No polo de Carajás, as siderúrgicas misturam o carvão da devastação ambiental e do trabalho escravo ao minério de ferro da Vale. Nos auto fornos, produzem o ferro gusa, posteriormente exportado para os Estados Unidos.
José Cláudio e Maria do Espirito Santo moravam em Nova Ipixuna, o local aonde começou a pesquisa. O casal denunciava a devastação florestal para produzir madeira e carvão.
O sexto assassinato de liderança camponesa aconteceu no dia 24 de agosto, exatos três meses após a execução de José Cláudio e Maria do Espírito Santo. Foi morto Valdemar Oliveira Barbosa, ligado ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá (PA).
Tática do avestruz
Até o momento, as siderúrgicas sediadas no polo de Carajás não apresentaram um plano de ação para deixar de produzir ferro gusa com carvão ilegal.
A Vale também não informou, até o momento, como pretende alinhar suas práticas de responsabilidade social ao fornecimento de minério de ferro para empresas que usam carvão da devastação ambiental e do trabalho escravo.



